Mapa Ciclovia Ilha Caxias

Atualizações no wordpress.com



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Com tantas atividades em Internet, resolvi concentrar os esforços num só espaço. Fiz um blog com site, tudo junto e misturado. Fica no wordpress.com, um portal de blogs com força nos EUA e começando a pegar no Brasil. É fácil e até agora parece confiável.


No novo endereço estão reunidos :

  • artigos atualizados sobre o livro A DISNEYLÍADA e sua campanha de distribuição independente, sobre as pedaladas, e as noites de música , quando houverem;
  • Páginas sobre o livro, a campanha da Ciclovia Ilha-Caxias,RJ; os contatos para serviços de vídeo ( Indieweb ) e textos de conteúdo e minhas músicas, que aos poucos vão aparecer na medida que eu consiga gravar;
Este blog portanto está desativado e ficará no ar por mais algum tempo, informando a mudança.

Obrigado a todos !!

A idéia da ciclovia feita por todos e para todos

Ciclovia Participativa. Parece utópico, não? Senão, vejamos. Serei breve, para o bem de todos.

Entre a Estrada do Galeão, altura do número 2.900, em frente a antiga Área de Lazer da Varig e a Rod. Washington Luís, no Hotel Palmeiras, tem 16 km. Contando a população de Duque de Caxias e da Ilha do Governador, dá mais de um milhão de pessoas.

Para exemplificar uma Ciclovia Participativa, foi desenhado um percurso com 17 trechos. Percurso que passa por cinco diferentes comunidades carentes, duas imensas unidades da Marinha e Aeronáutica, com Vila de Militares e um batalhão do Exército. Além do Mercado de São Sebastião, e os bairros da Penha e Bonsucesso. Chegamos a quase 2,5 milhões de pessoas. Se dez por cento usarem bicicletas, são 250 mil ciclistas. E quantas ciclovias há neste percurso? Nenhuma. Ciclistas? Aos montes, a uma razão variável de 120 a 200 ciclistas por hora. A observação foi feita no meio do percurso, às 10h da manhã, mas a história aqui não é ciclovia para lazer, é para trabalhadores. Quando eu mensurar às 7h da manhã num belo dia de sol...

O Rio de Janeiro tem a maior malha cicloviária do Brasil, quase 120 km, talvez a metade esteja com manutenção em dia. Porém, são ciclovias de lazer, ligam áreas nobres para passeios idílicos ao por do sol. O uso de bicicleta para trabalho, na Zona Sul, é maioria absoluta de trabalhadores informais, de baixa renda que chegam a economizar uns R$ 100, de passagens. O mesmo acontece na Zona Norte, sem ciclovias. Mas por onde essa gente na Zona Norte pedala afinal?

Quem é muito corajoso, tem fé, vai pela rua. Quem é desconfiado encontra uma calçada ou ruas menos movimentadas. No percurso Ilha-Caxias há centenas de indicativos de que a calçada é o caminho mais utilizado. São trilhas sobre canteiros abandonados, pequenas elevações feitas de cimento para ultrapassar os meio-fios. Calçadas quebradas que proporcionam as mesmas subidas, mas no barro. Há um trecho de 2,3 km inteiro à frente da Marinha, com largas passagens no barro, depois brita, depois paralelepípedo e as marcas de pneu fino estão para todos os lados. Eu faço Ilha Caxias em 50 minutos, sem ciclovia, com Marcela, minha mountain bike padrão, da Sundown.

Quem são eles? Ora, qualquer pessoa que possa chegar ao trabalho e tomar um banho é candidato a usar a bicicleta, pelo menos na metade do mês, enquanto faz sol. A construção civil é a maior aposta de trabalhadores com bicicletas, gente que pedala fácil 15 km por dia. Depois de trabalhar oito horas. Ou até por conta disso. Funcionários de clubes e academias, de grandes depósitos ou supermercados, porque grandes imóveis são planejados para ter chuveiros, etc. Militares tem chuveiros e tempo para pedalar, os horários são intercalados por plantões, na maioria das vezes. Recrutas com certeza ainda gostam de bicicleta, porque nem faz tanto tempo que saíram daquela idade em que uma bicicleta equivale a um foguete interplanetário, nos leva a grandes aventuras por locais distantes.

Em quantas cidades, em quantas periferias abandonadas pelo poder público poderíamos fazer ciclovias participativas? Quantos U-Bikers estão dispostos a nascer? Com tantos votos em jogo, com um modelo participativo que barateia muito a construção de uma ciclovia útil, grande, sinalizada como se fosse uma estrada, os responsáveis pelo poder público devem se interessar. Na lógica atual da política no Brasil, uma obra barata e abrangente é tudo que eles precisam para mostrar algum serviço até as próximas eleições. E para os políticos que não obedecem a essa lógica, a palavra participativa é quase música, é estar com o lado certo, realizando política ao invés de discutindo política, negociando votos, outros verbos de não-poder.

Todo o projeto está cozinhando. De certo apenas as marcações e a vontade de continuar. Os próximos passos serão mais rápidos com ajuda de colaboradores. Em breve um site vai organizar tudo isso e fornecer material para quem vier ajudar por conta própria. Até março, a próxima fase é cadastrar os donos das calçadas e criar o ambiente para estes contatos tão importantes.

Quem puder ajudar, envie e-mail para cdfgomes@hotmail.com

Eu não sou político, mas acredito que o homem é um animal político. O que faço é ação política, de bairro, ou talvez um pouco mais. Eu disse lá no começo do texto que seria breve, me desculpem, estão vendo? Mal entrei na política, e já comecei a mentir !

Slide com fotos da ciclovia